Reação do câmbio ainda não influencia nos preços dos defensivos

O início do ano de 2010 registrou mais um mês de queda nos preços médios dos defensivos agrícolas em Goiás. A reação do câmbio ainda não foi repassada aos produtores, que encontram os preços dos produtos com uma redução média nos preços de 3,16%. A menor queda foi registrada nos fungicidas que apresentaram queda de 1,57%, seguido pelos inseticidas 3,11%, o produto que apresentou a maior queda nos preços foram os herbicidas, em media redução de 3,85%.

Apesar da queda dos preços da grande parte dos defensivos agrícolas em Goiás e no Brasil, a ano de 2009, fechou bastante positivo para o setor. A procura por defensivos agrícolas em 2009 foi bastante satisfatória, e teve um salta nos últimos meses do ano. Mesmo com a queda da cotação do dólar em 2009, que trás um impacto de queda nos preços da maioria dos produtos, as vendas de defensivos agrícolas no Brasil bateram um novo recorde somando aproximadamente 12,8 bilhões de reais, alta de 1,09% em relação a 2008.

Com o dólar mais baixo, os produtos tiveram seus preços reduzidos, além disso, o aumento da procura por fungicidas (alta de 16,87% no faturamento), principalmente no caso da soja, onde aumentou o número de aplicação para o controle da ferrugem asiática, ajudaram a elevar este número. Estes números positivos para o setor agroquímico se estendem a Argentina, onde produção de defensivos agrícolas aumentou 5,2%, a melhora se deu principalmente nos mês de dezembro, início da safra.

 


 

A análise dos preços de defensivos é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).


Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico: Leonardo Machado

 

 

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